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Microscópio óptico na era da nanotecnologia
Tecnologia··2 min de leitura

Microscópio óptico na era da nanotecnologia

Usando grânulos de vidro minúsculos, pesquisadores criaram um microscópio com resolução de 50 bilionésimos de um metro

Microscópio óptico na era da nanotecnologia
O microscópio permite que cientistas vejam com seus próprios olhos objetos de apenas 50 nanômetros, sem recorrer a métodos indiretos

Uma equipa britânica colocou em funcionamento o microscópio mais potente do planeta, utilizando apenas luz branca e minúsculos pedaços de vidro. “É um novo mundo para a microscopia óptica”, anunciou Zengbo Wang, investigador na Universidade de Manchester. Wang explicou que o sistema consegue observações 20 vezes superiores aos aparelhos tradicionais, limitados à uma resolução de 0,001 milímetros (um mícron).

Com o novo microscópio, a luz entra na escala nano – para uma resolução de 50 nanómetros. O investigador adianta que, apesar de os potentes microscópios de iões e electrões conseguirem uma visão ainda mais detalhada – o equipamento de nanofabricação inaugurado em Portugal consegue captar de forma clara imagens com um nanómetro – é a primeira vez que um microscópio atinge este desempenho, com vantagens para a ciência.

Dessa forma, os cientistas podem ver com seus próprios olhos um nível de detalhe que é normalmente restrito a métodos indiretos, tais como a microscopia de força atômica e a microscopia eletrônica de varredura.

Alguns desses métodos indiretos fotografam a uma resolução de um bilionésimo de metro (nanômetro), e até mesmo oferecem vislumbres de uma única molécula. Mas não é a mesma coisa que simplesmente olhar diretamente esse detalhes pelo microscópio.

A invenção foi publicada ontem na revista “Nature Communications”. Zengbo Wang adiantou que o novo sistema resultou da descoberta de que pedaços de vidro com tamanhos reduzidos, ao nível do micrómetro, têm propriedades de ampliação superiores. O avanço óptico, diz Wang, vai permitir novos estudos em áreas como a biologia.

Um dos primeiros trabalhos alocados ao microscópio é o estudo de vírus vivos. “Hoje usam-se os microscópios de electrões e iões mas os vírus morrem automaticamente. Vê-se o cadáver do vírus. Vamos poder mantê-los vivos durante as observações. Vai permitir, por exemplo, ver em tempo real como é que um vírus provoca uma determinada doença.”

Fonte: ionline

Escrito porEquipe Vidrado

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