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Meio Ambiente··3 min de leitura

Resíduos radioativos de Fukushima foram transformados em vidro

Através de uma tecnologia conhecida como ‘Vitrificação’, partículas radioativas são transformadas em vidro, alocadas em latas de aço e enterradas, minimizando possíveis vazamentos.

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O processo consiste em filtrar os resíduos dos líquidos através de íons. Estes íons, além de atraírem o material tóxico, podem ser derretidos e transformados em vidro, mantendo assim o material estável por milhões de anos.

 

O resíduo radioativo (lixo atômico), elemento altamente contaminado proveniente do processo de produção de energia nuclear, requer uma série de tratamentos custosos e delicados, um negócio dominado por grandes multinacionais. Mas uma start-up norte-americana desenvolveu uma nova técnica para tratar o lixo nuclear: transformá-lo em vidro.

Segundo John Raymont, fundador da Kurion, empresa com sede na Califórnia, a ideia surgiu após assinar um contrato de limpeza dos resíduos radioativos das usinas de Fukushima, no Japão, atingidas pelo terremoto e tsunami que devastaram a região, em março de 2011. A empresa utilizou sua tecnologia em tratamento de resíduos para filtrar a radiação da água e reciclá-la, possibilitando o resfriamento dos reatores.

O processo, conhecido como ‘Vitrificação’, não é bem uma novidade, outras empresas já detinham a técnica de transformar partículas radioativas em vidro. Porém, de acordo com Raymont, as tecnologias MVS (Modular Vitrification System) e GeoMelt, utilizadas pela Kurion, são muito mais econômicas.

A nova tecnologia, consiste em filtrar as partículas radioativas dos líquidos através de uma substância chamada pela empresa de “ion specific media”. Estes íons, além de atraírem átomos específicos, no caso o material tóxico, possuem uma propriedade curiosa: podem ser facilmente derretidos e transformados em vidro resistente à lixiviação. O vidro estabiliza as partículas radioativas e as mantém presas em sua estrutura, mantendo assim o material estável por milhões de anos.

Após este processo, o vidro é alocado em latas de aço e enterrado, tornando mais seguro o armazenamento e minimizando possíveis vazamentos.

As técnicas de vitrificação da Kurion ajudaram a remover aproximadamente 70% dos resíduos dos reatores de Fukushima. Agora, a companhia vem utilizando a experiência adquirida no Japão para a limpeza dos resíduos radioativos de Hanford, em Washington, onde o governo dos EUA fabricou armas nucleares durante a Segunda Guerra Mundial e o período da Guerra Fria.

Fonte: Inhabitat

Escrito porEquipe Vidrado

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